22.01.2010 - 11h01
ÁGUAS BELAS
Carnaval de Águas Belas terá conexão de etnias
A cidade de Águas Belas, no Agreste pernambucano, é reconhecida por preservar uma forte tradição cultural indígena. No passado, o território da cidade foi motivo de luta entre populações de índios Tupiniquins e Carajós. Hoje, o município mantém uma área reservada para a aldeia de índios Fulni-ô.
Durante o Carnaval, essa tradição se unirá à proposta da Fundarpe de uma troca de experiências entre as diversas cidades durante o Carnaval. Manifestações de origem européia e negra “ocupando” e conhecendo o território indígena da tribo Fulni-ô. Entre os grupos, o Fethxa apresenta o Samba de Coco e é formado por 15 índios que moram na aldeia de Águas Belas, e falam o Yaathé. Já a banda Fulni-ô, formada por 9 irmãos, leva a música e a dança típicas do povo para os palcos.
Um dos destaques da Folia de Águas Belas são os blocos carnavalescos. Neste ano, na Terça-Feira Gorda, um arrastão de blocos pretende arrastar 30 mil pessoas pelas ruas da cidade. O Berrador, O Zumbi e O Beija-Flor (bloco formado pelos índios Fulni-ô) são os principais blocos da cidade.
Acesso: BR-432 e BR-232.
Distância da capital: 273 km
Clima: temperatura média anual de 26º C
População: 39.672 hab. est. IBGE/2009
Área: 886 km²
BEZERROS
Papangus invadem Bezerros no Carnaval
A Folia dos Papangus, com todo o seu mistério, cores e ritmos têm conquistado cada vez mais adeptos para o Carnaval de Bezerros. Cerca de 500 mil pessoas estiveram na cidade para conferir um dos principais destaques do Carnaval do Agreste pernambucano e o primeiro Carnaval temático do Brasil.
Em 2010, o tema da folia da cidade, “Cultura, cores e tradições”, entra em sincronia com o formato do Carnaval de Pernambuco fazendo uma referência à diversidade e ao intercâmbio cultural entre os municípios. Neste ano, a cidade contará com três pólos: o Pólo Cultural, em frente à prefeitura da cidade, o Pólo São Sebastião, na concentração do bloco dos papangus e o QG do Frevo, na Rua da Matriz, onde ficará localizado o palco de agremiações e atrações musicais selecionadas pelo edital da Fundarpe.
A história dos Papangus tem origem na época da escravidão, quando os escravos vestiam fantasias de corpo inteiro para participar dos bailes de máscaras promovidos nas casas grandes. A festa, que já tem tradição secular, tem como marco histórico o ano de 1905, quando grupos de foliões, inspirados nos festejos da época escravocrata, começaram a se vestir e mascarar para brincar o Carnaval. Era durante o entrudo que os mascarados buscavam comida e bebida nas casas das pessoas. Seu apetite se destacava em meio aos convidados e mais tarde, ficaram conhecidos como papangus, ou comedores de angu - iguaria típica na época.
A intenção de manter a identidade do mascarado em mistério faz com que as fantasias sejam confeccionadas às escondidas e mantidas em segredo até o dia da festa. As máscaras, que já foram produzidas com papelão e papel de embrulhar charque, hoje geralmente são feitas em papel maché.
Apesar de o Domingo de Carnaval ser o dia mais característico das festividades bezerrenses, a cidade se prepara para receber com festa os turistas diariamente.
Acesso: BR-232
Distância da Capital: 114 Km
Rd: Agreste Central
Clima: semi-árido e média anual de 24°C
População: 56 mil habitantes
Área: 493 km²
Infra-estrutura de municípios próximos: Gravatá e Caruaru
PESQUEIRA
Carnaval de Pesqueira vai além da tradição dos Caiporas
O município de Pesqueira, localizado no Agreste Central, a 215 km do Recife, oferece um Carnaval cheio de atrações para quem gosta do tradicional Carnaval de rua. A cidade, conhecida como a Terra dos Caiporas, na verdade, traz muito além dessa manifestação cultural. Pesqueira oferece a moradores e turistas várias expressões da cultura popular, como escola de samba, blocos e coquistas, que se apresentam, durante os quatro dias de folia, pelas ruas históricas do centro do município.
Na cidade, os festejos momescos começam oficialmente na sexta-feira, véspera do Sábado de Zé Pereira, mas a brincadeira começa uma semana antes, quando Pesqueira recebe seu Baile Municipal.
De acordo com a prefeitura, em 2010, o Carnaval da cidade terá como tema “Os Caiporas: homenageando a Cultura Pernambucana”. O grupo surgiu há 48 anos, numa brincadeira que começa já com a confecção das fantasias. Na vestimenta, paletó, camisa de mangas compridas e calça, além do saco de estopa, que serve como máscara. Segundo os organizadores da agremiação, caiporas seriam criaturas da floresta que saíam pelas ruas assustando as pessoas. No Carnaval, o susto dá lugar à brincadeira.
Outro destaque da folia em Pesqueira é o bloco centenário Cambindas Velhas. Fundado em 1907 e mantido até os dias de hoje sob a coordenação do Mestre Rosendo, a agremiação é composta por 50 homens, todos vestidos com roupas femininas brancas e com muita maquiagem. O Cambindas se apresenta em todos os dias do período momesco, especialmente no domingo e na segunda. A apresentação
acontece na Praça Principal, no Centro.
O samba também tem vez em Pesqueira. A Escola de Samba Labariri conta com 47 anos de história. Já para quem prefere outros ritmos, Pesqueira traz o Coco Cancão Piô, tradição quase centenária surgida na Serra do Ororubá – região onde vivem os Xukurus. Caiporas, Cambindas Velhas, Samba do Labariri e Coco Cancão Piô integram, ainda, o Ponto de Cultura Ororubá, selecionado pela Fundarpe em 2008.
Acesso: BR - 232
Distância da capital: 215 Km
Rd: Agreste Central
Clima: média anual de 23 ºC
População: 61 mil habitantes
Área: 1.000 km²
Saiba Mais: