23.12.2011 - 12h12
O fórum setorial promovido pela Secretaria de Cultura de Pernambuco reuniu representantes da cultura popular em tarde de muita discussão
Ricardo Moura
A convocação surtiu efeito. O Fórum Setorial de Cultura Popular e Tradicional foi bem representativo, com a participação de atores das mais diversas manifestações da linguagem. O Diretor de Políticas Culturais, Carlos Carvalho, abriu a discussão expondo o modelo de cogestão para construir junto com os artistas e outras camadas da população, as políticas públicas de cultura alinhadas com as necessidades do setor, “ o que representa um passo a mais na construção de um Sistema Estadual da Cultura, de forma democrática e com o controle social”.
Coube ao assessor de gabinete da Secretaria de Cultura, André Araripe, fazer a apresentação dos trabalhos realizados pela Secult/Fundarpe durante o ano. Uma espécie de prestação de contas que teve início com a criação da própria secretaria o que, segundo ele “ demonstra a preocupação do governo do estado em fortalecer o setor, com planejamento e execução”. O balanço das ações de 2011 inclui a realização do FPNC - Festival Pernambuco Nação Cultural, foram 10 ao todo, que este ano foram marcados pela descentralização, tomando uma cidade como pólo, mas levando formação e apresentação culturais aos municípios mais próximos, incluindo na grade os artistas e expressões dessas localidades. Os Fóruns Regionais de Cultura, realizado em todas as 12 Regiões de Desenvolvimento, ouvindo a sociedade, reforçam o carater demnocrático e participativo implantado na Secretaria de Cultura do Estado. Entre outros pontos abordados, o Funcultura também mereceu destaque por ter recebido um aporte financeiro nunca visto antes em Pernambuco, chegando a cerca de 30 milhões de reais para o fomento da cultura. Recuperação e manutenção dos equipamentos culturais, implantação de cineclubes, além da realização de eventos como O Observa e Toca na Torre Malakoff; Festival de Cinema de Triunfo; Cultura Valorização da Vida, em Caruaru; 47o. Salão de Artes Plásticas de Pernambuco; Cultura Livre nas Feiras e os Ciclos Culturais, como o Natal e São João. André Araripe informou ainda alguns projetos que já estão em andamento para execução no próximo ano, como as Feiras Culturais e Tradicionais nas Escolas, a criação de Bolsas Culturais para pesquisa e residência nas linguagens e a mais esperada de todas, a regionalização do Funcultura e a simplificação dos editais.
A Cultura Popular e Tradicional
A coordenadora de Cultura Popular e Tradicional, Alexandra de Lima, fez um relato do trabalho de resgate e valorização da linguagem neste ano de 2011, durante os FPNC, com palcos específicos para apresentações, Encontros, Cortejos e Seminários. “Nossa preocupação foi mapear, fomentar e formar, respeitando as tradições, os fazeres e saberes, principalmente em seus espaços próprios. É o terreiro que recebe o Festival e não o Festival que recebe o terreiro”, explica ela. Foi assim com os reisados, pífanos, aboiadores, caboclinhos, mazurcas, danças de São Gonçalo, e muitos outros. A partir da fala de Alexandra, foram abertos os debates com os participantes e logo em seguida, foi formada, pelo voto direto, a Comissão responsável para acompanhar e propor soluções para o fortalecimento da linguagem de Cultura Popular e Tradicional em Pernambuco, com 10 representantes, sendo 5 da sociedade civil e outros 5 de entidades e organizações culturais.
Conheça a Comissão de Cultura Popular e Tradicional:
1) CECAB – Centro de Estudos da Cultura Afro-Brasileira (Carlos Sereia)
2) Associação dos Caboclinhos e Indios de Pernambuco (Lulu dos Caboclinhos)
3) Associação dos Maracatus de Baque Solto (Manuel Salu)
4) Federação de Bois e Similares de Pernambuco (Aelson da Hora)
5) União dos Afoxés de Pernambuco ( Fabiano Santos)
6) Alexandre L'omi L'do
7) Beth de Oxum
8) Cid Cavalcanti (Bloco O Bonde – frevo)
9) Mestre Grimário (Cavalo Marinho)
10) Guitinho de da Xambá (Olinda)