Avançada

Fundarpe - Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco

Notícias

11.12.2009 - 11h12

Pernambuco já tem seus representantes para a II Conferência Nacional de Cultura

Eleitos na II Conferência Estadual, os 24 delegados defenderão as prioridades do Estado durante o encontro, que acontece no próximo ano em Brasília

Imprensa Fundarpe

Costa Neto/Especial

Descrição da imagem

A II Conferência Estadual de Cultura terminou na noite desta quinta-feira (10) em clima de comemoração. Durante os últimos três dias, 731 participantes entre delegados representantes da sociedade civil e do poder público, convidados e observadores propuseram avanços e diretrizes da política cultural em Pernambuco. Dessa plenária, que contou com representantes das 12 Regiões de Desenvolvimento, foram escolhidos os 24 delegados do Estado para a II Conferência Nacional de Cultura (CNC). 

Desses, oito são delegados do Poder Público e 16 são da Sociedade Civil, sendo um representante por região de desenvolvimento e Fernando de Noronha e as outras três vagas distribuídas entre as regiões com maior número de delegados - respectivamente, duas vagas para a RMR e uma para os Sertões, que cedeu sua vaga para os Povos Indígenas.

CONFIRA AQUI QUEM SÃO OS DELEGADOS DE PERNAMBUCO

“Temos muito o que comemorar com a realização da conferência. As propostas vindas dos representantes de municípios da Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão vão enriquecer o documento que vamos apresentar em Brasília”, celebrou a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevedo, que presidiu os trabalhos durante os três dias.

Antes de eleger os delegados nacionais, a plenária aprovou as propostas que serão levadas para a CNC, marcada para acontecer em março de 2010. “Todas as sugestões apontadas nos grupos que são de interesse de Pernambuco serão levados para a esfera estadual”, afirmou, ainda, Luciana Azevedo.

Durante toda a conferência, os grupos relataram experiências enquanto gestores municipais ou integrantes da sociedade civil, trazendo propostas das conferências municipais para a roda de diálogo. Ao longo dos três dias do encontro, a conferência foi o espaço democrático onde couberam aplausos, fortes debates, reflexões e encaminhamentos.

"Essas etapas estaduais são fundamentais para a consolidação de uma política pública de cultura para o país", comentou Tarciana Portella, da Representação Regional Nordeste do MinC, durante a abertura dos trabalhos, na última terça-feira (08).

Ao todo, foram 261 delegados da sociedade civil, 169 delegados governamentais, 81 convidados e 115 observadores, totalizando 731 inscritos. Na dinâmica das conferências, apenas os delegados – escolhidos durante as 154 conferências municipais – têm direito a voz e a voto. Os convidados têm direito à voz e podem participar ativamente dos debates, porém, não votam. Já os observadores, como o próprio nome diz, representam o tecido cultural e social do Estado que pode participar de todos os momentos das discussões, embora não tenham direito à voz e voto durante a eleição das propostas.

A II Conferência Estadual de Cultura mobilizou, até a sua realização, 14.494 pessoas, envolvidas nos processos em seus municípios: 154 cidades da Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão realizaram suas conferências, uma participação de mais de 80% do Estado. Em 2005, quando foi realizada a I CNC, apenas 18 municípios em todo o Estado realizaram conferências. Para a gestora do Sistema Estadual de Cultura, Teca Carlos, a forte participação dos municípios reflete a mobilização que o Governo do Estado realiza junto aos prefeitos e gestores culturais desde 2007, a partir do Plano de Gestão Pernambuco Nação Cultural.

AVALIAÇÃO – Para a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, a conferência é fundamental para a consolidação da democratização das políticas e também é um apontamento do compromisso da atual gestão com a interiorização das ações de cultura, considerada um marco do Governo de Pernambuco na área. "O setor nunca esteve tão representado como nos últimos três anos. Esse momento é histórico para o Estado e para o País", revelou.

Luciana também relaciona as discussões solidificadas na conferência com a aprovação do anteprojeto da Lei de Política Pública de Cultura, pioneira no Brasil. "Pernambuco é o primeiro Estado brasileiro a pensar e propor uma lei como essa, criando as bases para a institucionalização de uma política pública", destacou ela, enfatizando que a lei permitirá a consolidação do Sistema Estadual de Cultura.

Ainda de acordo com a presidente da Fundarpe, a aprovação do anteprojeto da Lei de Política Pública de Cultura é necessária para a implementação de um Plano Diretor da Cultura, responsável por reger a gestão cultural do Estado por um período de 12 anos, garantindo a continuidade da política pública independentemente de seus governantes. "A descentralização das ações culturais, o repasse de conhecimentos populares pela rede de Pontos de Cultura e sua ligação com as escolas, através do projeto Células Culturais, e a realização de festivais por região, tudo isso está previsto na lei", acrescentou.

Portal Pernambuco Nação Cultural

Eventos Culturais

Texto mais acessado

Vídeo mais acessado

Áudio mais acessado

Imagem mais acessada

Conteúdo sob Licença Creative Commons
Fundarpe - Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco
Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista, Recife - PE - Brasil. CEP: 50.050-000. Fone: +55 81 3184.3000