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Terreiro "OBÁ - OGUNTÉ " ou Terreiro de " PAI ADÃO "

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É o mais antigo e atuante terreiro de xangô em Recife. Em Pernambuco, as seitas ou cultos africanos existem desde o século XVII, produto da imigração dos negros trazidos como escravos para o Brasil. Da preservação cultural desses povos, originários de diferentes regiões da África, resultaram em manifestações variadas na culinária, linguística, folclore, religião, etc.

Xangô é a designação genérica, do território onde se processam as cerimônias religiosas . É um orixá ou santo fetichista dos raios e trovões, personagem central de vários mitos heróicos yorebanos. Segundo Artur Ramos, é a "entidade fantasmal escondida no nosso inconsciente folclórico, a ponte da união psíquica entre África e Brasil."

Entre os grupos identificados no Recife, o mais destacado é o da Seita Obacurnim, na Estrada Velha de Água Fria, nº 1644 , no chamado Chapéu de Sol , cujo pai de terreiro mais conhecido foi Felipe Sabino da Costa - Pai Adão, nascido em 1877, falecido em 1936. Em 1906, ele foi a Lagos, Nigéria, orientado por seu antecessor com o propósito de se aperfeiçoar nas tradições religiosas. Viajou constantemente à Bahia e Alagoas, difundindo e consolidando a cultura afro-brasileira. Assumiu por longo tempo a direção regional da Seita. O chefe atual é o sr. Manoel do Nascimento Costa.

O terreiro OBÁ - OGUNTÉ é consagrado a Iemanjá, uma homenagem dos adeptos à cidade do Recife, ligada à água pelos rios e mar. Aliás, há uma relação estreita entre a cidade e o terreiro no aspecto da religiosidade, por causa das grandes festas do catolicismo - N. Srª. Da Conceição, São Sebastião, Santo Antônio e São João correspondem aos grandes festejos dos ritos NAGÔ. O terreiro é um grande polo de elaboração e processamento cultural e o maior destaque é o pé de Troco - notável gameleira, única no Recife, que tem um significado especial no culto aos orixás : "é a divindade que habita o tempo, é o próprio tempo meteorológico e cronológico, é o senhor da gameleira".

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Bens Tombados

em 25.05.2009 às 10h28


Autor(es):

Imprensa Fundarpe

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bens tombados, preservação

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